Conheça a origem dos Florais de Bach

Você com certeza já deve ter ouvido falar nos Florais de Bach!

Mas sabe sua origem? Como foram descobertos?

Edward Bach nasceu em 24 de setembro de 1886 em Moseley, um lugarejo perto de Birmingham, na Inglaterra. Era muito sensitivo, intuitivo, possuidor de um nível raro e elevado de concentração, apreciava a leitura e o estudo sobre o mundo natural.

Não se conformava com os tratamentos paliativos que seus colegas trabalhadores recebiam, e acreditava haver um meio de curar realmente, inclusive as doenças tidas como incuráveis.

Estudou medicina de 1906 a 1913 na University College Hospital, em Birmingham, Londres.

É nomeado assistente do departamento de bacteriologia e imunologia. Ali percebe a relação entre certos tipos de bactérias do intestino humano e o surgimento de doenças crônicas. Usa diversos tipos de bactérias para preparar vacinas.

De 1918 a 1922 trabalhou no London Homeopathic Hospital, onde tomou conhecimento do Organon, obra de Christian Samuel Hahnemann, o fundador da homeopatia. A partir daí, prepara as vacinas como nosódios homeopáticos, dividindo-os em sete grupos principais: Proteus, Dysenterie, Morgan, Faecalis alcaligenes, Coli mutabile, Gaertner e Número 7, que chamou de “nosódios de Bach”, que é um sistema de cura por meio de bactérias aplicado em diferentes tipos de doenças crônicas e utilizado até hoje.

Bach classifica os chamados “sintomas emocionais” dos pacientes e finalmente é capaz de correlacionar cada grupo de bactérias (nosódios) a uma determinada atitude emocional da personalidade. Seu novo objetivo é fazer o diagnóstico através dos sintomas emocionais.

Sentiu fortemente que a medicina convencional não estava caminhando na direção correta: as causas das doenças eram vistas principalmente como um problema físico, e de maneira alguma estavam relacionadas à personalidade do paciente ou a seu estado mental.

Em 1928 ele teve um “insight”. Observando mais intensamente os componentes psíquicos do surgimento da doença, ele chegou à conclusão de que existem determinados tipos de personalidade emocional e modos de reação da natureza humana, e assume que as pessoas, conforme pertençam a um desses tipos de personalidade emocional, irão sempre reagir ao aparecimento da doença de modo igual ou semelhante.

Passou então a pesquisar plantas e, em visita ao País de Gales, encontrou “Mimulus”, “Impatiens” e “Clematis”, e a princípio as preparou de forma homeopática, como até então sabia, e começou a aplicá-las em seus pacientes de acordo com a personalidade deles, o que imediatamente deu certo.

Em 1930, no auge da sua carreira médica, Bach decide abandonar toda a sua rendosa atividade em Londres, o consultório na Harley Street e dois laboratórios para buscar na Natureza este sistema de cura que idealizara desde pequeno, e que sentia estar próximo dele. Parte então para o País de Gales, onde passa a dedicar-se integralmente ao estudo dos diferentes tipos de personalidade humana e à busca de plantas curadoras específicas.

Em Gales e arredores, com a ajuda de Nora Weeks, sua assistente que o acompanha nesta nova trajetória, Bach encontra e prepara os próximos seis dos chamados Twelve Healers (Doze Curadores): Agrimony, Chicory, Vervain, Centaury, Cerato e Scleranthus. Descobre também um novo processo de preparação das essências, o método solar.

Neste mesmo ano escreve a obra “Cura-te a ti mesmo”, que viria a tornar-se sua principal obra, publicada em 1931 e reeditada desde então. Em 1931 também descobre os três últimos remédios da série Twelve Healers: Water Violet, Gentian e Rock Rose.

Em 1933 descobre e prepara mais quatro florais, os chamados Four Helpers (Quatro Auxiliares): Gorse, Oak, Heather e Rock Water.

Em abril de 1934 mudou-se para Sotwell, para uma pequena casa chamada “Mount Vernon” (algumas casas na Inglaterra em vez de número têm nomes), onde ficou até sua morte. É nesta casa onde se localiza até hoje o “Dr. Edward Bach Centre”.

Neste momento de sua vida, seu desenvolvimento pessoal alcança nova fase de extrema sensibilidade e intuição. Bach experimenta em si mesmo novos estados emocionais negativos e, pouco depois, encontra a planta correspondente para tratá-los. Rapidamente, contando com a colaboração de Nora Weeks, encontra mais 19 remédios e em agosto de 1935 sua obra está finalmente completa, e as 38 essências descobertas, cobriam todos os estados mentais negativos que acompanhavam as doenças.

Em 1936 resolve divulgar sua terapia e seus conhecimentos através de um ciclo de palestras a um público mais amplo. Na noite de seu 50° aniversário, faz a primeira palestra pública em Wallingford.

As pessoas que o acompanharam, Nora Weeks, que acabou sendo a base de continuidade do seu trabalho, Victor Bullen e o Dr. Wheeler, foram testemunhas do esforço sobre-humano requerido para descobertas tão sensíveis. Eles foram treinados pelo próprio Dr. Bach para detectar o que se devia curar nas pessoas que os procuravam com suas queixas e enfermidades.

Escreveu então “Os Doze Remédios Curadores e Outros Remédios” completando sua obra e sua missão na Terra segundo ele mesmo.

No dia 27 de Novembro de 1936, com 50 anos de idade, Edward Bach morre dormindo após uma parada cardíaca. Seus sucessores Nora Weeks e Victor Bullen deram continuidade ao seu trabalho até 1978 (ano da morte de Nora) e treinaram pessoas que continuam disseminando sua obra e filosofia até hoje.

Bach realizou o que desejara, encontrou um sistema de cura simples, fácil de ser compreendido e aplicado, que visava a melhora do estado mental, interior, e por consequência o fim do mal físico, acessível a todas as pessoas, que elas próprias podiam usar para se auto curar.

Como ele mesmo dizia:

“É nas coisas simples da vida, que a felicidade será encontrada”.

 

Fonte: Ferrari, Karina, Manual de Florais de Bach – Sintonizando na freqüencia da alma

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