Tireoidite de Hashimoto (HT)

A tireoide é uma glândula localizada na região anterior do pescoço e tem o formato de uma borboleta. Esta Glândula age na função de órgãos importantes como o coração, cérebro, fígado e rins. Ela é responsável pela produção dos hormônios T3 e T4 que atuam em todos os sistemas de nosso organismo, interferindo no crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes; na regulação dos ciclos menstruais; na fertilidade; no peso; na memória; na concentração; no humor; e no controle emocional

Quando os níveis de produção destes hormônios estão alterados é possível observar alguns sintomas específicos, quando produzidos em quantidades insuficientes, chamamos de hipotireoidismo, a tireoide esta hipoativa e tudo começa a funcionar mais lentamente no corpo: o coração bate mais devagar, o intestino prende e o crescimento pode ficar comprometido. Ocorre, também, diminuição da capacidade de memória; cansaço excessivo; dores musculares e articulares; sonolência; pele seca; ganho de peso; aumento nos níveis de colesterol no sangue; e até depressão. Já quando produzidos em excesso, chamamos de hipertireoidismo, a tireoide esta hiperativa, neste caso tudo no nosso corpo começa a funcionar rápido demais: o coração dispara; o intestino solta; a pessoa fica agitada; fala demais; gesticula muito; dorme pouco, pois se sente com muita energia, mas também muito cansada.

Sendo assim é fundamental estar em perfeito estado de funcionamento, para garantir o equilíbrio e a harmonia do organismo.

A Tireoidite de Hashimoto (HT) ou tireoidite linfocítica crônica é uma doença autoimune, que leva esse nome porque foi descrita em 1912 no Japão, pelo médico Hakaru Hashimoto, ela se caracteriza pela infiltração de linfócitos (células de defesa) na tireoide, que destroem o tecido tireoidiano, causando inflamação crônica e aumentos nos níveis de TSH. As manifestações da Tireoidite de Hashimoto são extremamente variáveis, podendo ser do tipo hipo, hiper ou eutireoidismo, apesar de ser uma doença assintomática, inicialmente o principal sintoma é a presença de um bócio indolor (que pode não aparecer no estágio avançado da doença), mas à medida que o quadro de hipotireoidismo evolui, é comum o aparecimento de sintomas como: queda de cabelo, unhas frágeis, quebradiças e que desfolham, pele ressecada, prisão de ventre, maior sensibilidade ao frio, edema (inchaço) nas pernas e pés, cansaço frequente, fraqueza, ganho de peso sem motivo aparente/dificuldade para perder peso, raciocínio lento, depressão, e nas mulheres, anovulação e infertilidade.

Pode se manifestar também em associação a outras doenças autoimunes, como a Diabetes tipo I, a Doença de Addison, o Lúpus Eritematoso Sistêmico, a Síndrome de Sjögren, o Vitiligo e muito frequentemente à Doença Celíaca (DC), lembrando que muitas pessoas possuem DC e não apresentam os sintomas clássicos de diarreia e perda de peso.

Ainda não se sabe ao certo as causas, pois são multifatoriais, mas sabe-se que pode ter fator genético e que o estresse tem grande contribuição e já que estamos falando de uma doença autoimune, não há cura, mas é possível tratar o quadro com reposição de hormônio e com adequação da alimentação, e suplementação de nutrientes.

Felizmente os nutrientes são importantíssimos para a produção dos hormônios tireoidianos e para sua conversão na forma ativa, como o zinco, o magnésio e o selênio, além disso, as vitaminas e alguns compostos bioativos presentes nos alimentos exercem função anti-inflamatória e protetora da tireoide. Já os alimentos industrializados estão cheios de corantes, aditivos químicos e conservantes que aumentam a inflamação e o estresse na tireoide piorando o quadro.

É de extrema importância procurar um nutricionista antes de sair por aí cortando alimentos (como o glúten, por exemplo) sem necessidade, o nutricionista levará em conta seu histórico familiar, hábitos, sinais e sintomas, preferências alimentares e lhe mostrará que com equilíbrio é possível controlar a doença e viver com qualidade de vida!

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